Pequenos Animais, Grandes Animais e Pets Não Convencionais foram temas do SIMPOVET

De 09 a 13 de outubro, a UNICEP realizou o 7º SIMPOVET, Simpósio da Medicina Veterinária que foi dividido em três áreas: Pequenos Animais, Grandes Animais e Pets Não Convencionais. 

Na sala de Pequenos Animais os participantes assistiram as palestras de: “Manejo hospitalar do paciente felino: como podemos fazer melhor?”, com a Msc. Sarah P. Scarelli, Médica Veterinária autônoma, Botucatu – SP; “Hiperadrenocorticismo atípico”, com a Msc. Isabela Cristina Canavari, FCAV/UNESP de Jaboticabal – SP; “Estabilização e primeiro atendimento do paciente emergencial”, com a Profa. Msc. Júlia Piccoli Rangel, Universidade de Vila Velha (UVV), Vila Velha – ES; e “Princípios de cirurgias oncológicas e reconstrutivas”, com a Msc. Marla Tereza Frasson, HVU – UNICEP, São Carlos – SP.

Além da palestra de “Métodos diagnósticos em cardiologia veterinária”, com o Prof. Dr. Fábio Nelson Gava, do Departamento de Clínicas Veterinárias, UEL, Londrina – PR. De acordo com Fábio a escolha dos exames diagnósticos na rotina clínica pode ser um desafio. “A palestra teve como objetivo mostrar as diferenças dos exames utilizados em cardiologia veterinária, com ênfase em eletrocardiografia e ecocardiografia”, explicou e completou: “gostei muito do convite. A UNICEP tem um espaço no meu coração e sempre que eu puder contribuir com a formação dos alunos, podem contar comigo.”.

Na sala de Grandes Animais as palestras foram: “Sistema siscal na suinocultura”, com o Dr. Filipe Dalla Costa, Maneja Consultoria de Concórdia – SC; “Atuação do médico veterinário na reprodução de bovinos”, com a Profa. Dra. Marina Ragagnin de Lima, Bioklone Reprodução Animal de Jaboticabal – SP; “Noções básicas de quiropraxia veterinária”, com a Dra. Marina Gonzales de Carvalho, Previna de São José do Rio Preto – SP; e “Anestesia de equinos com síndrome cólica”, com a Msc. Bruna Alonso, Universidade de Ghent Gante, na Bélgica;

E “Principais afecções clínicas em recém-nascidos pecuários”, com a Profa. Dra. Larissa Gabriela Ávila, FAMEZ/UFMS de Campo Grande – MS, que afirmou: “Debater este tema é de suma importância, uma vez que a fase neonatal é crítica para os animais pecuários devido à dependência da imunidade transferida passivamente pelo colostro. O futuro de uma criação comercial pode ser intensamente comprometido caso cuidados básicos e imprescindíveis não sejam adotados, como a antissepsia do coto umbilical e o fornecimento adequado de colostro nas primeiras seis horas de vida. Enterites, pneumonias, onfalopatias e septicemia são algumas das afecções que causam aumento da mortalidade neonatal.”.

“Meu objetivo era que os alunos pudessem contemplar de forma abrangente e prática os impactos das doenças clínicas dos recém-nascidos pecuários. Recebi feedback positivo de vários acadêmicos, então acredito que foi possível transmitir a mensagem pretendida a eles.”, contou e concluiu: “Achei maravilhoso participar! A comissão organizadora foi muito atenciosa e prestativa, e os acadêmicos bastante receptivos e carinhosos ao longo do evento. Foi uma honra poder participar de uma parcela da formação dos acadêmicos de Medicina Veterinária da UNICEP, além de ter ficado muito feliz por ter recebido o convite de minha amiga e colega de turma de faculdade, Profa. Dra. Maria Carolina Villani Miguel. Espero ter a oportunidade de participar mais vezes!”.

Já a sala de Pets Não Convencionais apresentou as palestras: “Nutrição e doenças nutricionais de aves”, com o Médico Veterinário Renato Ordones, Safari Consultoria Especializada de São Paulo – SP; “Primatologia e metodologia de estudos em comportamento”, com o Dr. Jefferson Cordeiro, Médico Veterinário autônomo de João Pessoa – PB; “Medicina e manejo de crocodilianos”, com o Msc. Eduardo Lázaro, Silvestres de Vitória – ES; e “Anestesia de répteis”, com o Msc. William Petroni Leal, Exotic Pet de São Paulo – SP;

Além da palestra “Primeiros socorros e estabilização do animal vítima de queimadas”, com o Prof. Dr. André Nicolai E. Silva, UNICEP São Carlos. André esteve há pouco tempo na Universidade Federal do Mato Grosso, UFMT, auxiliando na ação de resgate da fauna e de apoio aos atendimentos de animais silvestres no Pantanal.

Segundo ele, a discussão é bem pertinente algo que aconteceu agora e que vem acontecendo, “não estou necessariamente falando da queimada, do impacto do que aconteceu, da forma que aconteceu, mas o que ela representa. Que é o descaso com o meio ambiente, a falta de conhecimento e de postura, por falta de conhecimento, por estar muito distante, às vezes, dessa realidade. A questão do sentir o impacto disso na vida real, muitas vezes, não é algo palpável e isso faz com que as pessoas não levem a sério e deixem sempre para amanhã o que é relacionado ao meio ambiente e eu acho que todo e qualquer tema que seja relacionado a isso é super pertinente.”.
 
“A gente vive em uma situação hoje, que se isso não for a pauta principal de muitas reuniões, o impacto que nós vamos sofrer vai ser muito grande. Quando falo de impacto, falo de algo macro, não só o que aconteceu com a fauna, mas com a flora, o bioma como um todo, o impacto que isso gera no clima e as alterações que nós temos em virtude disso, então toda oportunidade que tenho, acho que é sempre válida fazer isso chegar aos estudantes que estão em formação, que são pessoas que estão formando a opinião, e além de tudo, do ponto de vista médico, é algo que eu me propus como profissional e um dos objetivos de estar na área acadêmica é tentar transmitir aos meus alunos e assim, tentar impactar na fauna selvagem do nosso país, do nosso planeta. Poder estender a minha mão como médico, de poder ajudar a prestar um socorro, é algo reconfortante, é algo especial, é algo que me realiza muito e a ideia de poder ajudar as pessoas que também querem fazer isso me deixa muito satisfeito.”, afirmou André.

André explicou que durante e após a palestra a aceitação, a empolgação e o feedback dos participantes foi muito interessante. “De maneira geral todos os palestrantes da área de silvestres tiveram uma aceitação muito boa e conseguiram atingir os objetivos propostos”. Ele também contou que a equipe da UFMT, assistiu a palestra e mandaram mensagens, agradeceram e participaram com perguntas.

E concluiu: “A exemplo de outros eventos é sempre um prazer poder colaborar e dividir uma experiência que possa servir de aprendizado para alguém, independente de qual seja sua experiência. Quando eu estava na UFMT estávamos atendendo uns bichos, quando chegou um grupo de pesquisadores, um dos pesquisadores olhou para uma das pessoas que estava atendendo e falou ‘professor me ajuda aqui’ e a pessoa respondeu ‘eu não sou professor, estou só ajudando’ e o pesquisador explicou ‘ todo mundo tem algo pra ensinar’. E eu concluo que todo mundo acaba sendo um pouco professor. O prazer em poder participar do evento e poder dividir uma experiência, seja ela positiva ou negativa, e entender ou ao menos projetar que isso pode ajudar alguém é sempre prazeroso. E quando a gente pega uma temática tão especial, pelo menos pra mim, que é a parte de animais silvestres, esse cenário ligado as queimadas que infelizmente é algo bastante triste e que está acontecendo, pois tem alguns animais que estão mal até agora, que ainda vão ser encontrados, e alguns vão morrer, porque a situação lá ainda não acabou, as coisas ainda estão acontecendo, então poder compartilhar isso é importante porque a gente pode transmitir conhecimento, transmitir experiência e cativar, não só a questão técnica em um aluno, um professor, em um veterinário que está assistindo, mas muitas vezes tocar ele de forma a inspirar, e poder fazer com que ele enxergue algo de outra forma, ou retome algo que ele ache que não está certo, porque a partir daquela experiencia ele vê que as coisas podem acontecer. Então é sempre um prazer poder colaborar com esse tipo de evento.”.

Para assistir as lives acesse o site do evento, clicando aqui!

Texto: Ana Lívia Schiavone
 

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