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19/04/2018

Psicologia Hospitalar e reestruturação cognitiva é tema de iniciação científica



Larisse Souza, estudante do curso de Psicologia da UNICEP, é a responsável pelo estudo “Um Protocolo de Orientação Psicológica com Enfoque Cognitivo Comportamental em Pacientes Renais Crônicos: Promoção de Reestruturação Cognitiva e Repertório de Enfrentamento”. Ela desenvolve o projeto com bolsa de iniciação científica do CNPq e tem parceria com o Serviço de Hemodiálise de São Carlos, que atende os pacientes insuficientes renais crônicos, onde a aluna aplica o protocolo.

“O tema de Psicologia Hospitalar e reestruturação cognitiva foi escolhido em acordo com a minha orientadora, Prof.ª Dr.ª Vanessa Nunes de Souza, docente da UNICEP. Buscamos compreender a campo, sobre uma das possibilidades da Psicologia hospitalar em pacientes de tratamento crônico. E para isto, como via de acesso, aplicamos a técnica de reestruturação cognitiva, que foi desenvolvida pela Terapia Cognitivo Comportamental de Aaron Beck.”, contou Larisse.

Em modelo de pesquisa de campo, a proposta consiste em oferecer ao paciente um atendimento de 20 sessões de Orientação Psicológica, sobre recursos de enfrentamento com base nas técnicas de coping. A primeira e a última sessão são destinadas à aplicação de testes que buscam mensurar níveis de ansiedade, depressão e desesperança. Ao fim do atendimento, há um intervalo de 30 dias (follow-up), sem nenhum tipo de intervenção. Depois deste intervalo, são aplicados os testes novamente, para mensurar os mesmo níveis.

“Compreender a qualidade de vida dos paciente com insuficiência renal crônica é muito importante.Compreensão que visa oferecer oportunidade, através da Orientação Psicológica, a recursos de enfrentamento. Considerando as diversas limitações que esses pacientes enfrentam; a aposentadoria por invalidez, ou seja, o afastamento laboral; a dieta restritiva de líquidos e outras substâncias que dificultam a filtragem do sangue, que acontece na máquina de hemodiálise; a limitação física, pois por conta do tratamento dialítico os pacientes não têm condicionamento físico para exercer atividades que exigem mais preparo físico (atividades domésticas podem ser realizadas de acordo com o bem-estar do paciente); limitações sociais, considerando a dieta restritiva e o mal estar comum que os pacientes enfrentam.Entre outras particularidades do tratamento.”, explicou a estudante.

Assim, a importância de pesquisar e conhecer mais afundo sobre a qualidade de vida desses pacientes, oferecendo a reestruturação cognitiva como um recurso terapêutico.

“A UNICEP é a minha instituição de formação, que me aproximou da realidade de pesquisa, oferecendo e intermediando o processo seletivo para conquistar a bolsa de pesquisa. Ou seja, a UNICEP foi para mim a via de acesso à essa oportunidade”, afirmou Larisse.

E completou: “Acho relevante, ressaltar o quanto é importante que os alunos se engajem mais nas oportunidades de pesquisa, não somente para produzir conhecimento acadêmico, mas para aproveitar a chance de conhecimento prático com uma área que seja de interesse do aluno”.

Legenda Foto: Larisse e Fabiana, psicóloga responsável do serviço de hemodiálise.
Ana Lívia Schiavone, Assessora de Imprensa UNICEP






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