140 pessoas participaram da 15ª edição do “O sol nasceu para todos” da UNICEP

Nos dias 17 e 18 de novembro, a UNICEP realizou a 15ª edição do simpósio “O sol nasceu para todos: uma abordagem multidisciplinar sobre as pessoas com deficiência e a sociedade”, que teve a participação de 140 pessoas.

No primeiro dia os participantes assistiram a palestra da egressa da UNICEP, Leila Cristina Monteiro Branco, Psicóloga e responsável técnica principal do setor de Saúde na APAE de Itirapina, sob o tema “Atuação do psicólogo em uma instituição de atendimento especializado às pessoas com deficiência durante a pandemia COVID-19”.

“Considero esse simpósio um dos eventos mais importantes realizado pela UNICEP, conta com a participação de palestrantes dispostos a compartilhar seus conhecimentos de forma abrangente e muito rica”, contou Leila e explicou: “considerando o momento difícil em que vivemos principalmente no início da pandemia, acredito ser muito importante dizer o quanto estávamos dispostos a oferecer o nosso trabalho de forma humanizada aos usuários da entidade. Nunca fechamos as portas, eu como profissional da saúde, estava sempre pronta a oferecer todo acolhimento necessário de forma única para cada família inscrita aqui na entidade.”.

E concluiu: “Para mim foi uma honra esse convite, poder estar ‘de volta a minha casa’, a essa instituição que me acolheu tão bem durante toda a minha trajetória como estudante. Sou muito grata por todos os ensinamentos que obtive dos professores tão queridos que com muita dedicação e apoio contribuíram para a minha formação como Psicóloga. Já havia participado do simpósio como estudante, mas agora como profissional, foi muito gratificante poder dividir parte do meu conhecimento.”.

Ainda no primeiro dia aconteceu a palestra “Cão guia e qualidade de vida: vivências inclusivas de instrutores e usuários”, com Marcelo Panico, que tem 50 anos de idade e é uma pessoa cega. Marcelo perdeu a visão aos 33 anos de idade, é advogado e administrador de empresas, e atualmente trabalha na área de advocacy na Fundação Dorina Nowill; Thiago Souza Aguiar, Responsável técnico do Instituto IRIS Cão-Guia; e Lara Zanon, atualmente socializadora da Zoe cão-guia do Instituto IRIS.

Thiago Souza Aguiar, treinador e instrutor de cão-guia explicou que: “Poder divulgar o cão-guia, fazer chegar em um maior número de pessoas, explicar a melhor maneira de lidar com os cães, como lidar com a causa, como abordar os deficientes visuais caso eles estejam com cão-guia, difundir mesmo a ideia do cão-guia e fazer com que mais pessoas simpatizem e buscar mais colaboradores, por ser uma atividade voltada para o voluntariado, é sempre muito importante”.

Durante a palestra ele explicou que os cães não são submetidos a nenhum tipo de mau trato, que são totalmente respeitados e só trabalham se gostarem da atividade. Contou que é um trabalho super prazeroso para os cães: “eles têm a maior alegria em estar guiando as pessoas e fazer com que isso chegue as pessoas é importante para tirar a ideia errada em relação ao cão-guia”.

Thiago também gostou de poder participar: “Eu amei o convite para a palestra, agradeço muito a oportunidade e por estarem preocupados com essa área tão nobre, eu sou apaixonado pelo que faço e saber que a UNICEP tem interesse em divulgar isso, que dá importância a isso e a questão da acessibilidade, e ainda poder participar de um evento tão grande como esse é muito, importante para a sociedade.”.

No dia seguinte os inscritos assistiram as palestras: “Trajetória esportiva: desafios e possiblidades vivenciadas pelo técnico e atleta paraolímpico”, com Miguel Junio, Técnico da Seleção Brasileira de Para-Thriatlon e Carlos Rafael Viana (Carlinhos), Atleta do Thriatlon Paralímpico; e “Jogos digitais e não digitais: ferramenta agregadora e de cuidado para diferentes públicos”, com Dra. Ana Lúcia Nakamura.

Para assistir as palestras basta acessar o site do evento clicando aqui!

Texto: Ana Lívia Schiavone

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